Amigos reunidos Reino Unido

Resurge la amenaza de que el Reino Unido abandone la UE sin acuerdo el próximo 31 de octubre. 24-07-2019. Boris Johnson sustituye a Theresa May como primer ministro Reunidos em cimeira em Bruxelas, os dirigentes dos 27 devem encarregar ainda hoje Michel Barnier de negociar a futura relação comercial entre a UE e o Reino Unido. Uma relação estreita ... A lista contém os melhores, novos e mais adequados 'filmes sobre amigos reunidos' ordenados por relevância. O sistema de recomendação escolheu filmes e séries de realista, talky, melancólico, suspense, cómico e semi serio sobre / em que / com enredo amigos reunidos, amigos, vingança, amizade, nudez, brutalidade, casais, catástrofe, reunião e mentor principalmente, gêneros de Drama ... Sus líderes, reunidos el jueves en una cumbre en Bruselas, parecían respirar tranquilos por la certidumbre que dará este resultado. ... El Reino Unido quedaría el 31 de enero afuera de la UE ... Reino Unido e União Europeia chegam a acordo para o Brexit Decisão foi anunciada há instantes em simultâneo pelo presidente da Comissão Europeia e pelo primeiro-ministro britânico. Grupo antisemita no Reino Unido inclui neonazis 7Margens 19 Ago 20 O movimento Hope Not Hate (HNH, Esperança e Não Ódio) lançou o alarme sobre a Alternativa Patriótica, grupo antissemita criado por um antigo activista do Partido Nacionalista Britânico (BNP, na sigla inglesa) que descreveu o Holocausto como o “alegado extermínio de ...

Como Facebook descobre o que não publicamos

2018.03.21 22:11 InformacaoIncorrecta Como Facebook descobre o que não publicamos

O caso de Cambridge Analytica fornece a ocasião para observar mais de perto os métodos de funcionamento daquela autêntica arma de condicionamento das massas que é Facebook. A explicação chega do Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), jornal oficial da Academia das Ciências dos EUA, que em 2012 publicou um interessante artigo com o título "Traços e atributos privados são previsíveis a partir de registros digitais de comportamento humano", assinado pelos pesquisadores Michal Kosinski, David Stillwell e Thore Graepel, todos da universidade de Cambridge (Reino Unido).
A questão é muito técnica, mas aqui vamos simplifica-la ao máximo, começando já pelas conclusões do estudo: no Facebook é possível ver não apenas as coisas que o usuário escreve, mas também as que o usuário não escreve. O artigo mostra aquele que é um fenómeno conhecido, a causalidade de Granger, e a sua aplicação à análise do comportamento humano a partir de informações mais ou menos aleatórias. Complicado? Não, vamos fazer um exemplo. Digamos que o meu sistema informático de análise varre todos os produtos dum supermercado, sem saber nada além do que acontece no interior do prédio. O que o sistema nota é que quando no rótulo estiver escrito "tomates", no interior da embalagem há mesmo isso: tomates. O sistema não é um génio, mesmo assim consegue criar um método preditivo para todas as embalagens do supermercado. O método é simples: o rótulo determina o conteúdo das embalagens do supermercado. Atenção: segundo este método o rótulo não "descreve" mas "determina", "decide" o conteúdo. Eu disse que o sistema não é um génio: na verdade sabemos que não é o rótulo que determina o conteúdo da embalagem, o rótulo só o descreve.
Mas pasmem-se: este método funciona! O sistema de análise continua a ler os rótulos e, de facto, parece que todas as embalagens obedecem a quanto afirmado pelos rótulos. Lembram-se de ter dito que o sistema de análise não sabe o que se passa no exterior? Este é o ponto-chave: se o sistema pudesse espreitar, entenderia que há uma empresa que cola os rótulos nas embalagens "depois" destas terem sido enchidas. Mas o sistema não pode espreitar, sabe só o que acontece no supermercado, portanto do seu ponto de vista é o rótulo que "manda" na embalagem.
Agora vamos supor que o supermercado seja Facebook. Nós somos as embalagens e o nosso rótulo é tudo o que dissermos. Nós não somos simples tomates, somos muito mais complexos do que isso, portanto os nossos rótulos podem parecer uma confusão: conversas, fotografias, likes, etc. Tudo isso pode mandar em confusão o sistema de análise, pois com os tomates era muito mais simples (era só ler o rótulo!).
O que faz o sistema? Continua a fazer o seu trabalho: analisa. E com o tempo descobre que um certo conjunto de termos encontrados nos "rótulos" são consistentes com o facto de ser homossexual (este é só um exemplo!). Não é preciso que o rótulo diga expressamente "homossexual", o sistema aprendeu que o conjunto de termos determina que o interior da nossa embalagem seja constituído por um homossexual, mesmo que não declarado.
A percentagem de eficácia deste sistema? Elevada.
Estes dados foram extrapolados de voluntários que tinham sido instruídos a não publicar os seus dados: os gays não diziam ser gays, os que bebiam não revelavam que bebiam e assim por diante. Só tinham que dar likes em assuntos que não expressavam explícita ou directamente a preferência em questão.
Isso significa que não estamos a falar dum problema de "simples" privacidade, não estamos a falar duma empresa que conhecia o conteúdo publicado pelos usuários. Estamos a falar duma empresa que sabe o que os usuários não escrevem. É isso que faz Facebook: pode inferir, depois de cerca de 300 likes, o que tínhamos decidido não publicar acerca de nós.
O que a Cambridge Analytica fez foi aplicar este método à política e às opiniões. Estabeleceu que as pessoas que estão contra a política de israel (por exemplo) são caracterizadas por um rótulo com determinadas expressões e tentou prever o conteúdo da lata (o usuário) que usa este "rótulo". E pelos vistos a coisa funciona.
Quando Trump pediu para encontrar 200.000 pessoas que votariam nele se ele fosse amigo de israel, Cambridge Analytica não respondeu com coisas genéricas como "o teu eleitor-tipo é branco, desempregado, não muito educado": respondeu com uma série de nomes, sobrenomes, locais de residência, preferências, escolaridades, trabalhos, correios electrónicos, tudo capturado no Facebook. O que Trump teve que fazer foi simplesmente enviar-lhes uma carta simpática e bem feita para casa.
Acabou? Nem pensem: há o problema dos "influenciadores". Suponhamos que desejemos alcançar todos os eleitores, mas não temos certeza de que eles, mesmo após terem recebido a tal carta, decidam votar em Trump. Podemos pensar que uma boa coisa seria os eleitores ouvirem falar bem de nós, influencia-los com as palavras dos outros. Mas quem deveriam ouvir? Donde começar?
Calma: está aqui Facebook. Tudo o que temos que fazer é encontrar early adopters, isso é, pessoas que mergulham em cada novidade e que, muitas vezes, fazem tendência. Os early adopters têm uma boa openess, ou seja abertura mental: e esta característica também pode ser obtida da análise dos dados de Facebook.
Uma vez obtido o apoio dum eraly adopter, outros eleitores são simplesmente "arrastados". Portanto não é preciso contactar directamente dezenas de milhares de pessoas, pode ser suficiente falar com um punhado de early adopters. Não sabemos como Trump fez, talvez tenha entrado em contacto com algumas centenas de pessoas, mas não é nada que numa campanha presidencial não se faça: o jogo compensa.
Facebook em si (sem analisar as suas conexões com o poder) é uma empresa e como tal está baseada num negócio: mas esse negócio não é a rede social, é a publicidade (que gera lucros) e a recolha de dados (outros lucros). No Facebook tudo é gratuito porque é um canal que recolhe dados e distribui propaganda. A maioria dos usuários está absolutamente feliz em participar em pesquisas, preencher perfis, publicar interesses, entregar arquivos. A ideia é "Tanto não tenho nada a esconder".
Mas o caso da Cambridge Analytica demonstra duma vez por todas que o problema não é ter ou não algo a esconder; demonstra que Facebook afinal é mais do que uma empresa que vende publicidade; e deveria fazer entender de forma definitiva a importância da protecção dos dados pessoais. Perfis, reflexões, likes e outros itens aparentemente inocentes e privados são extraídos e reunidos numa base de dados explorada para fins eleitorais: isso é ainda mais aterrador do que se fossem usados ​​para fins publicitários. São explorados os medos, as preocupações, os pontos fracos das pessoas; são criadas mensagens eleitorais personalizadas, que também alcançam aqueles que se consideram "independentes".
Em conclusão. É suficiente unir os pontinhos para entender a mensagem do escândalo Cambridge Analytica / Facebook: hoje as verdadeiras guerras para a primazia política no Ocidente são as guerras cibernéticas nas redes sociais. As empresas de marketing são usadas com meios estudados nas universidades; os manobradores ocultos são os grandes da Finança ou as corporações globais. Ninguém ainda lê o pensamento, mas a nossa mente pode ser perfilada, as nossas características escondidas podem ser encontradas e vendidas ao melhor oferente. É suficiente ter uma conta Facebook.
P.S.: Mas não tinham sido os russos a manipular as eleições?
Ipse dixit.
Fontes: PNAS: Private traits and attributes are predictable from digital records of human behavior
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2016.07.04 00:46 359gcu La gurú de San Francisco que hizo ganar las elecciones a Mariano Rajoy

El PP contrató a la agencia de las campañas de Obama, Macri, Renzi y Cameron para preparar las elecciones
La victoria 'le costó' al partido 290.000 euros 03/07/2016 19:02 En la fiesta de la calle Génova, Isabelle celebra. Sonrisa congelada. Es la confirmación de su talento y su esfuerzo. Llegó a España a finales de mayo. Sin saber español. Trabajando más de 14 horas al día en la zona noble del Partido Popular. Que incluso la había mandado al hospital. Con los ojos rojísimos de tanto calcular y mirar estadísticas, el día de las elecciones es su Día D. El presidente Rajoy levanta los brazos en señal de victoria. Jorge Moragas -su jefe de gabinete en La Moncloa y responsable de la campaña de los populares, quien convenció a los líderes del partido de traer a España a la empresa para la que trabaja Isabelle: The Messina Group (TMG)- aprieta el puño. "Es un secreto. Deben mantenerlo en secreto", les dijo el consejero delegado de TMG, Jim Messina, a los altos cargos del PP. Y así fue. La llegada de Isabelle fue un secreto. Pero en el fondo es quien revolucionó la campaña electoral de Rajoy por dentro. La que permitió un éxito que sus rivales aún no se explican. Crónica desvela cómo trabajaron y cómo consiguieron arrebatarle los votos decisivos a los partidos de la competencia. Cómo el PP venció con la asesoría del equipo que antes ayudó a ganar a Barack Obama y David Cameron. Isabelle escribe el 27 de junio, 1.00 de la mañana. "Increíble resultado para el PP en España esta noche. Los sondeos públicos predijeron 117 escaños para el PP, TMG predijo 135, resultado final 137". Euforia.
Es un trabajo que comenzó cuando Jim Messina "arribó a España, en junio de 2015, por primera vez", nos confirman desde el epicentro del equipo de campaña. Pasó desapercibido. La discreción es, de facto, su principal virtud. Su fama mundial comienza cuando revoluciona la campaña de reelección de Obama en 2012. Su apodo: The Fixer (El Reparador). El reconocimiento a su labor con Obama, donde planteó una estrategia total basada en el uso del Big Data (administrar y procesar la información de enormes bases de datos) para captar electores, fue el abrazo ganador entre ambos cuando se hizo pública la victoria.
Jim es un caso único. Nació en 1969, lejos de los centros tecnológicos de EEUU, en Denver (Colorado). Se licenció en Políticas y Periodismo en la Universidad de Montana, en 1993. Pero aprendió a codearse con los mejores pronto: Steve Jobs (Apple) o Eric Schmidt (Google) o Steven Spielberg... De ellos aprendió que la tecnología, la innovación y la escenografía son claves. En los negocios, el entretenimiento y la política. Y eso le enseña a sus pupilos, como Isabelle. "Jim Messina acordó formalmente trabajar para el PP en la primavera de 2016. Ha visitado España varias veces, incluyendo el miércoles anterior al día de las elecciones", confirman a este suplemento.
"Isabelle ha vivido en España durante las últimas semanas de la campaña. Empujó al PP para intentar el voto táctico. Aplicó la teoría del voto táctico como hizo en el Reino Unido en la campaña de David Cameron". Voto táctico focalizado en el uso de la red social que ha marcado esta campaña: Facebook.
No hay fondos suficientes
¿Por qué no fue contratado para diciembre de 2015, para la primera vuelta? Dinero. No había fondos suficientes. Eso que Jorge Moragas, el gran impulsor de su llegada, trataba de convencerlos a todos ya entonces. Y se experimentó con una fórmula más tradicional. Obtuvieron sólo 123 escaños. Hubo caras largas y una enorme decepción. Llegaron a verlo todo perdido. Golpes de puño en los escritorios y lágrimas, incluso. Los pactos del PP con otros partidos eran imposibles. No salían las cuentas. El "asalto al cielo" de Podemos los había hundido. Pero era la primera ronda.
El fracaso de acuerdo entre PSOE, Ciudadanos y Podemos en cualquier escenario les dio otra oportunidad. Moragas vuelve a la carga. Había que contratar a Jim fuera como fuera. Un miembro del equipo de campaña del PP cuenta las negociaciones: "En diciembre no sale por dinero. Messina nos pedía un millón de euros".
Messina, acostumbrado a presupuestos abultados -se gastó 1.100 millones en la campaña de Obama y 29 en la de Cameron-, nunca entendió la primera negativa. En la segunda negociación hay más en juego y esta vez es Messina el que dice "no". Todos sus esfuerzos estaban focalizados en apoyar al primer ministro británico en su "Bremain", o no al Brexit. Intercede el propio David Cameron y convence a TMG para que apoyen a Rajoy, que es un socio apreciado. Y así llega Isabelle Wright a España.
Es responsable de Estrategia Digital de TMG. "Un genio... Y extraordinariamente atractiva", dicen quienes la conocen. La ayuda Ben Mallet. Los dos jóvenes con aspecto de veinteañeros se integran rápidamente en el equipo de campaña de Rajoy. La tarifa era casi un pacto de amigos: "Unos 100.000 euros... El servicio se reducía a la publicidad en Facebook. Queríamos el Ferrari pero sólo pudimos comprar las ruedas. ¿Nos valdría?", se preguntaba un alto cargo del PP.
La carrera contra reloj se inicia. Aun así, Isabelle se siente muy cómoda desde el inicio, sabe lidiar con la presión. Ella, que dirige la oficina de San Francisco de TMG, que previamente trabajó para una empresa de capital riesgo ayudando en sus inversiones en redes sociales, que se describe como residente en la ciudad del Golden Gate, Londres, Washington DC y Los Ángeles, añade otra urbe a su lista, la primera en castellano. Escribe un tuit el 30 de mayo: "Palacio de Moncloa. Un maravilloso Miró y comida española #lavidaesbuena #Madrid".
Desde el partido tuvieron que adaptarse. Primero, contratarles un traductor, pues ninguno de los chicos de Messina habla español. Otra persona del equipo de campaña describe su esfuerzo inicial: "Isabelle y Ben han trabajado 14 horas al día desde que llegaron a España. Vivían en el barrio de Salamanca. Estaban en un despacho en la séptima planta de Génova entre el de Pablo Casado y el de Andrea Levy. No entendían la falta de puntualidad. Han recibido ayuda de mucha gente. La chica se puso mala dos días y hubo que llevarla al hospital. Se asustó un poco. No han tenido fines de semana. Comían en los sitios aledaños a Génova. El equipo de redes sociales llegó a ser de 25 personas. Pero no había una relación directa entre ellos y ese equipo". Iban por libre. Su misión era secreta y apenas hubo tiempo para distracciones.
Otro miembro del partido añade: «Son muy jóvenes y han currado demasiado. Se les contacta tarde. Toda la parte de segmentación se hace por encuestas. Se han pegado una paliza de pelotas. Había que definir todos los targets (objetivos), los portavoces, los mensajes. El sistema es muy sencillo. Definir públicos muy claros, cuáles son los mensajes que interesan a esos públicos, cómo puedes localizar a esos públicos por sus perfiles de Facebook para comprar publicidad y llegar a ellos y luego qué tipo de mensajes tienes que mandarle a esos tíos. Ellos han definido esos grupos, ellos han hecho la compra y la agencia de publicidad Shackleton ha hecho la creatividad». Shackleton tenía una orden clara: el principal impulso iba a ser digital. Pero mientras Podemos atiborraba la red de tuits, donde son los amos, los del PP iban por la vía de Facebook.
Periodo de aprendizaje
¿Qué tuvieron que aprender Isabelle y Ben? Mucho. "Los problemas al principio eran que estos jóvenes no conocían la política española. Conocían el lado técnico, pero el lado político se lo teníamos que dar y explicar. Ellos no entendían las provincias, el sistema electoral de circunscripciones.Han tenido que aterrizar primero en el sistema español, luego en la política... El sistema proporcional al principio les choca porque si tú estás acostumbrado a que si ganas uno lo ganas todo, es radicalmente distinto. No es un sistema muy habitual. Todos los inputs [datos] se los hemos tenido que dar. Igual que los mensajes". Aprendieron rápido. Muy rápido.
El 13 de junio, Isabelle Wright está atenta a la actuación de los candidatos en el debate televisivo. Las teclas las presiona furtivamente. Lanza un retuit de su publicación de cabecera en España: The Spain Report (que da en inglés las más importantes noticias de España). Es una frase de Rajoy: "Predicar es fácil, lo difícil es gobernar".
Al acabar el debate, publica un vídeo en su Facebook personal. Es el presidente siendo fotografiado tras el encuentro con los líderes del PSOE, Podemos y Ciudadanos. "Gran desempeño del primer ministro Rajoy en el debate de esta noche", describe. El reconocimiento a su trabajo viene en los comentarios de sus amigos. Shelley escribe: "¡Muy orgullosa! ¡Estás triunfando en España! Pepe [sic, por PP] ganó el debate y nunca había visto a una mujer tan dedicada como tú y llegando tan lejos. Es un honor verte y me inspiras todos los días... Además, tu piso aquí no está tan mal". Gabi añade: "Todo gracias a ti".
A la distancia también sigue la campaña del Brexit donde está volcado todo TMG. Y ella en España desarrollando cómo ganar unas elecciones donde todos hablaban del sorpasso. Seguía una premisa de su maestro Jim Messina, una que había aprendido del mismísimo Bill Clinton: "Todas las elecciones son un referéndum sobre el futuro". No sobre el pasado. De allí un hashtag clave para indirectamente contraatacar a Podemos. #Afavor.
Mientras, nos comenta un dirigente del partido, "se reducían partidas como la publicidad en la calle, banderolas, etc. Teníamos más recursos para Facebook. Aparecían anuncios en función de los gustos. En redes ensayaron perfiles concretos. Apuntaron a las caras que mejor respuesta tenían -en compartidos y favoritos-, las de Soraya Sáenz de Santamaría y Pablo Casado. Sólo han circulado memes -imágenes multimedia usadas para transmitir ideas- de ellos". ¿A quién apuntaban? "A los votantes de Ciudadanos principalmente".
Era un método que ya le había funcionado. Así lo explican: "Era sincronizar los mensajes oportunos a las personas oportunas en el momento oportuno. Que es muy parecido a lo que hizo David Cameron en las legislativas británicas, donde también se produjo el bombazo respecto a lo que decían los sondeos". Y allí también estuvo Isabelle. Era lo que desde TMG conocen como "lograr el voto táctico".
La experiencia con Cameron
Las encuestas no eran las más optimistas. Algunas incluso hablaban de un derrumbe hasta los 117 escaños. Era trascendental el trabajo silente y complementario de Ben, que "se encargó del correo directo y de los textos que se repartieron puerta a puerta en los lugares seleccionados en los días finales, lo más cercano al 26-J", comentan desde la organización de la campaña. "Además hicimos más de 100 pruebas online para descubrir qué mensaje funcionaría en qué circunscripción electoral. Isabelle lideraba esto, hizo lo mismo para David Cameron en 2015".
La remontada iba en esta línea: "Era buscar bolsas de indecisos. En Argentina también se aplicó el mismo sistema en la campaña de Macri y también hubo un bombazo. Aquí replicamos ese modelo... No íbamos al votante tradicional del PP. Era una tontería gastarnos dinero cuando ya los teníamos asegurados", cuenta un alto cargo del PP.
Y llegó el Brexit. Los resultados le rompieron el corazón a Isabelle. Fue un golpe directo hacia Messina y su equipo. Con diferentes enemigos, se hablaba de que había perdido el toque mágico. Cameron dimitió. Pero los jefes de campaña decidieron que incluso podía serles útil.
"En el sistema de Jim Messina se lanzaron más de 500 mensajes. Y luego los propios vídeos que se fueron lanzando los últimos días de campaña estaban destinados ya no sólo a la viralización propia de las redes sociales sino a segmentos que eran muy sensibles al mensaje de voto útil y a los mensajes de la búsqueda o la unidad de la España moderada frente a la posibilidad de que Pablo Iglesias llegase a La Moncloa... No eran mensajes que lanzaban a un millón de personas. Los que más éxito tuvieron fueron los que se lanzaron el viernes tras el Brexit".
Jim se dio cuenta de la importancia de estos mensajes oportunos cuando trabajaba para Obama en su reelección de 2012. Los sondeos estaban apretados y él siempre se había vanagloriado de que los indecisos caerían en bloque. "Lo mismo ocurrió con Cameron. Lo mismo ocurrió con Macri". Le falló con el Brexit y las elecciones del 26 de junio eran -también- un examen para probar si Messina conserva la frescura. Sudor frío. Más cuando aún le quedan las elecciones italianas, el referéndum constitucional, con otro cliente selecto: Matteo Renzi en octubre.
Miembro del equipo de campaña del PP: "Sólo podíamos anunciarnos durante dos semanas por la ley electoral. Conseguimos un coste por impresión [aparición de un anuncio en el timeline o muro del usuario de Facebook] de promedio de medio céntimo de euro. No podíamos permitirnos pagar por click porque eso es mucho más caro. Diseñamos las audiencias a las que queríamos atacar con muchísimas variables. Buscábamos garantizar impactos y para eso pujamos para evitar que otros anunciantes nos robasen el espacio".
El presidente Barack Obama y Messina, su jefe de campaña, se abrazan al lograr la reelección en 2012. PETE SOUZA Era el todo o nada y se la jugaron al final. Gastaron los últimos euros. "El último día el PP sí optó por un modelo llamado reach and frequency [alcance y frecuencia] que permitía garantizar una audiencia concreta en un período corto de tiempo sin necesidad de pujar, para que nadie se interpusiese entre su público objetivo y el PP. Y lo usaron para lanzar los vídeos más exitosos. El de Pablo Iglesias dudando del euro en plena resaca del Brexit. Y el del líder de Podemos, en [el programa de TV] La Tuerka, celebrando que le habían metido una paliza a un policía".
¿Por qué Facebook?, le preguntamos a Natalia Basterrechea, directora de asuntos públicos de la red social en España: "La audiencia es fundamental. 22 millones de personas entran en Facebook en España mensualmente, y la política es un tema importante de conversación en la plataforma. Las elecciones generales fueron el tema más debatido en Facebook España en 2015. La conversación política en Facebook es auténtica. Es un lugar para hablar en tiempo real y de forma genuina sobre los temas que importan a los votantes españoles y tomar el pulso de la opinión pública. En total, desde enero de 2016, seis millones de personas han generado 90 millones de interacciones (me gusta, comentarios y contenido compartido) en torno a temas políticos". Esto lo vieron los miembros del equipo de segmentación: Jim, Isabelle, Ben y los locales José Cerdán, Eduardo Baeza (traductor, cicerone de Wright y marido de la cantante Nena Daconte), Andrés Medina y Abelardo Bethencourt, estos últimos miembros del gabinete del presidente. Y su apuesta publicitaria les costó 190.000 euros impuestos incluidos, que se sumaban a los 100.000 por la asesoría de TMG, según fuentes del partido.
El consultor político Iván Redondo analiza la estrategia utilizada: "En política el mensaje más efectivo es silencioso. No se cuenta en una rueda de prensa ni se hace visible en los medios. Y una estrategia de microtargeting te permite conectar y comunicarte directamente con tu votante objetivo sin intermediarios. Para cuando tus adversarios se dan cuenta, ya es tarde".
"A formar gobierno"
Cuando el 26 de junio se cierran los colegios electorales, la encuesta a pie de urna destroza al PP. Pero era ficción. Lo describe la propia Isabelle a la 1 de la mañana: "Increíble resultado para el PP en España esta noche. Los sondeos públicos predijeron 117 escaños para el PP, TMG predijo 135, resultado final 137". Ben Mallet se pronuncia también: "Ha sido un gran privilegio haber trabajado con un equipo tan dedicado y patriótico en una campaña de elecciones histórica. Me emociona saber que el Reino Unido no es el único país con terribles encuestadoras... [Rajoy] se ha ganado el derecho a formar gobierno".
El 27 de junio, a las 06.23, otro post de Ben. Es sólo una foto, la del equipo de Rajoy celebrando en el balcón de Génova con un cartel de "Gracias" al frente. Comenta Isabelle con una sola palabra: "¡Victoria!".
Todos los tuits de Isabelle y Ben cobran sentido el 28 de junio, a las 0.15. El gurú Messina rompe su silencio: "Felicitaciones a nuestro cliente español PM [primer ministro] Mariano Rajoy y al PP por su decisiva y dilatada victoria".
Era el modo de Jim de celebrar su éxito, el de los suyos, y que no había perdido su "toque mágico".
Ciudadanos y Podemos han pasado los siguientes días en KO. Los primeros, reunidos para entender cómo perdieron 400.000 votos y siete diputados. Los segundos pensando en un sorpasso devenido en gatillasso...
Sucedió así, cuentan desde lo más alto de la organización de la campaña del PP: "Moragas nos pidió que atacásamemos varias provincias concretas donde podían caer escaños de más. Los 12 que marcó los conseguimos. Luego cayeron dos más que no esperábamos: A Coruña y el decimoquinto de Madrid", comenta un miembro del PP. Las provincias a atacar que especificó Moragas fueron: Orense, Salamanca, Lleida, Madrid (para ganar 14), Badajoz, Toledo, Cuenca, Valencia, Alicante, Almería, Sevilla y Tenerife". El paso de 123 diputados a 137. Victoria a precio de saldo -290.000 euros- de El Reparador.
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